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16Jul

BM assina acordo para apoiar privatizações

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O Executivo angolano e o Banco Mundial assinaram ontem, em Luanda, três acordos, dos quais um ligado ao apoio para a implementação do programa de assistência técnica reembolsável (RAS) para as reformas e privatizações das empresas públicas e parcerias públicos privadas (PPPs).

Para o efeito de materialização dos apoios, o  Banco Mundial  dispõe de  cinco  milhões  e 899 mil  dólares norte-americanos,  valor que  vai servir  também  para  dar cumprimento às acções subsequentes deste programa.

Os acordos  foram  rubricados pelo ministro das  Finanças, Archer Mangueira e pelo director do Banco Mundial para  Angola e São Tomé  e Príncipe, Abdoulaye Sech, recentemente  nomeando  pelo conselho de administração desta instituição financeira de  Bretton Woods.

Dos  acordos  assinados  consta  ainda o de estabelecimento (abertura de  escritórios), em  Angola,  da Corporação  Financeira  Internacional (IFC), da  Agência  Multilateral de Garantias  do Investimento (MIGA)  e da  Associação  Internacional de Desenvolvimento (IDA), instituições  do  grupo  Banco Mundial.

Estas instituições passam a estar mais próximos do empresariado angolano  e dar   respostas  com maior celeridade nos pedidos de  assistência  técnica ou financeira a classe  das  18   províncias do País.

Outro acordo, no valor de dois milhões de dólares,  é sobre  compras  no sector da energia (PPA em sigla inglês),  um  instrumento  de fortalecimento  do sector da energia, com destaque para  a  Rede  Nacional de Transporte (RNT).

 Após a assinatura dos  acordos, o ministro das Finanças, Archer Mangueira,  considerou serem instrumentos  bastantes  importantes para  Angola,  sobretudo neste momento em que o País  vive  de reformas  e  procura diversificar a  economia  nacional, com a potenciação do  empresariado nacional.

Enquanto isso, o director do Banco Mundial para  Angola e São Tomé  e Príncipe, Abdoulaye  Sech,  disse  ser muito  encorajador   ver  as reformas  em curso em  Angola  e observar o que o governo  está  a implementar  em prol  do  benéfico da população, um exemplo que para si   deve ser replicado em outros países africanos.

 “Estou feliz  em  estar aqui  hoje para  aprender  as   agendas  das reformas em curso em Angola,  os  desafios  em curso e  como  o Banco  Mundial  pode  suportar  as reformas  no País”,  manifestou  Abdoulaye  Sech,  destacando  a  abertura dos  escritórios  do IFC em  Angola.

Em Angola, IFC apoia o empresariado desde 1987.

Actualmente a carteira de  financiamento  disponível é de  cerca de  75  milhões  dólares,  segundo a  sua  representante do IFC em  Angola, Katia  Daude  Gonçalves, em  declarações à imprensa.

 Sem precisar o total de empresa assistidas, referiu que um dos acordos de assistência financeira beneficiou algumas instituições bancárias como o Banco de Negócios Internacional (BNI)  o Millennium  Atlântico,  este  último com  um valor de 100 milhões  de dólares.

 A construção do hotel Hilton, em  Talatona, Luanda,  também está a contar com o financiamento  do  IFC.

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