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20jan

Porto do Dande desafoga Luanda

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Luanda vai ter um novo porto comercial na barra do rio Dande para ajudar a descongestionar a principal estrutura portuária da cidade, considerada à beira da saturação.

Sabe-se que no mesmo local, cerca de 50 quilómetros a norte da cidade de Luanda, vai ser construída uma base naval, a que se associa um plano de aquisição de navios de guerra, tendo em vista reforçar o combate à pirataria marítima e terrorismo, ameaças à segurança do país e a interesses económicos vitais, entre os quais a exploração de petróleo e gás no mar.

Prevê-se que o nível deste tipo de ameaças a activos económicos de Angola situados no mar tenda a aumentar nos próximos anos, devido a factores como a expansão da zona marítima de exploração petrolífera, provocada pelo início da produção no pré-sal e a possibilidade de maiores actividades criminosas, como a pirataria marítima, tendo por alvo a indústria petrolífera em países da área do Golfo da Guiné.

O Porto de Luanda tem estado a funcionar no limite da sua capacidade nos últimos anos, que foram de grande expansão no comércio externo angolano e que apenas no primeiro semestre registou um aumento de 68 por cento na movimentação de cargas. No final de 2013, calcula-se que 600 mil contentores tenham sido movimentados no porto, quando em 2007 foram 150 mil.

No Plano Nacional de Desenvolvimento para 2013-2017, o Executivo atribui “especial prioridade” a estes projectos, prevendo investir cerca de 880 mil milhões de kwanzas neste sector, no decurso dos próximos cinco anos.

O Porto do Lobito – o segundo do país – oferece diversas vantagens, como a maior profundidade das águas e a proximidade das regiões mineiras de Catanga, na República Democrática do Congo, e do corredor de cobre da Zâmbia. O Executivo angolano já investiu 120 mil milhões de kwanzas na modernização e ampliação deste porto e o plano nacional de investimentos contempla a ampliação dos portos já existentes, além de três novos portos, nas províncias de Cabinda, Bengo e Kwanza-Sul.

Os portos de Angola desempenham um “papel fundamental” na dinamização das exportações, quer como porta de entrada de mercadorias para África, quer como plataforma para o abastecimento dos países vizinhos e ligação à Europa e à China, afirmou recentemente o português Banco Espírito Santo.

“O desenvolvimento portuário é fundamental, como resposta ao crescimento da procura interna e ao forte aumento das dinâmicas comerciais”, refere o documento de análise divulgado por aquela instituição bancária portuguesa, onde se sublinha que os portos de Angola podem ser “uma plataforma marítima para África.”

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