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25jun

Angola prioriza agricultura e pescas para combater fome

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O ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, afirmou em Roma, que Angola continua a priorizar os sectores da Agricultura e Pescas para resolver os problemas alimentares e nutricionais da população.

O governante angolano explicou os esforços do Executivo quando falava sobre a “Situação da Agricultura e a Alimentação no Mundo e as Migrações e o Desenvolvimento Rural”, na plenária da 41ª conferência da FAO, que decorre na capital italiana de 22 a 29 de Junho.

 Nhunga disse que a tendência dos países produtores de petróleo é de subestimarem a agricultura, quando os preços do petróleo nos mercados internacionais são elevados, mas o “Governo de Angola reconhecendo essa lacuna entendeu diversificar a produção e priorizar os sectores da agricultura e pescas para, de forma sustentável, resolver-se os problemas alimentares e nutricionais da população e limitar os fluxos das populações rurais para as cidades”.

 Nesse sentido, disse, o Governo criou um conjunto de programas de suporte ao desenvolvimento da agricultura, em particular da agricultura familiar, facilitando o acesso dos agricultores às sementes, fertilizantes, à correcção dos solos e a meios mecânicos, a fim de se melhorar a produção e produtividade e atingir-se a médio prazo a autossuficiência alimentar em cereais, tubérculos e produtos da pesca.

Quanto a FAO, Nhunga solicitou e manifestou a esperança de que os montantes concedidos ao Programa de Cooperação Técnica (PCT), de apoio à elaboração de políticas e estratégias agrícolas e pesqueiras, actualmente com uma percentagem de 14% do orçamento global, passe para 17%, conforme estipula a resolução 9/89.

O ministro felicitou o novo director-geral da FAO, Qu Dongyu, manifestando-lhe a inteira disponibilidade de Angola para o apoiar no cumprimento dos objectivos da FAO e da Agenda 2030, bem como na implementação da Declaração de Malabo, aprovada pelos chefes de Estado africanos.

 Ao director-geral cessante, Graziano da Silva, que durante dois mandatos procurou introduzir reformas e inovações à organização, Marcos Nhunga agradeceu o apoio ao seu país, durante o seu mandato e manifestou o suporte de Angola à proposta do Conselho da FAO de aprovar o prémio “Fome Zero” com o seu nome, em reconhecimento do seu empenho na luta contra a fome e da segurança alimentar no mundo.

Ainda hoje, o ministro da Agricultura debruçou-se sobre os esforços que o Governo realiza contra a fome e a insegurança alimentar, num evento paralelo sob o lema “Fome Zero em África”. Progressos para o alcance dos objectivos de Malabo de erradicação da fome até 2025: perspectivas e desafios na região de África”.

Acrescentou que depois da guerra de quase 30 anos, a prioridade do Governo foi o de estimular e apoiar os camponeses para produzirem mais, de forma a diminuir o défice de alimentos e as importações, incentivando a agricultura familiar, associações e cooperativas agrícolas.

 No evento, participou também o ex-presidente do FIDA, agora embaixador de boa-vontade, o nigeriano Kanayo Nwanze, o ministro da Agricultura falou da reabilitação e a criação e de vias secundárias e terciárias para facilitar a comercialização dos produtos agrícolas e convidou os empresários estrangeiros a investirem em Angola.

A 41ª sessão da conferência da FAO elegeu domingo o antigo vice-ministro da Agricultura da China, Qu Dongyu, como novo director-geral desta agência das Nações Unidas, numa disputa em que participaram também Catherine Geslain-Lanéelle, candidata da França e da União Europeia, e Davit Kirvalidze, da Geórgia.

 Qu Dongyu sucede ao brasileiro José Graziano da Silva, que governou a FAO por dois mandatos desde 2011.

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