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30jul

Dependência de energia com recurso diesel reduzida 25%

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O sector eléctrico nacional possui actualmente uma capacidade de energia hídrica e gás instalada de cerca de 75% do total da produção, o que permite reduzir a dependência da produção de energia com o recurso ao diesel, de acordo com um documento do Ministério da Energia e Águas a que a Angop teve acesso ontem.

A produção de energia com recurso a barragens hidroeléctricas e a centrais gás representa actualmente uma quota de mais de três mil e 700 megawatts do total de mais de quatro mil 409 MW instalados, resultado dos avultados investimentos realizados nos últimos 10 anos.

No documento produzido no final do 9º Conselho Consultivo do Ministério da Energia e Águas (Minea), realizado a 26 e 27 de Julho, os participantes recomendaram, deste modo, à Prodel – Empresa Nacional de Produção de Electricidade -  prosseguir com o desenvolvimento de projectos de produção de energia a partir de fontes renováveis.

Recomendaram também implementação do programa de hibridização das centrais térmicas com a instalação de módulos solares visando a minimização de custos de exploração e redução da utilização do diesel.

À empresa produtora foi ainda recomendado acelerar o programa de conversão das centrais diesel para gás em toda a extensão do território nacional, assim como assumir a distribuição e comercialização para garantir o retorno dos custos de produção.

Ao Instituto Regulador do Sector Eléctrico e das Águas (IRSEA) recomendou-se que este organismo proponha a fixação de tarifas diferenciadas que permitam uma melhor e maior arrecadação de receitas para a Prodel, diante da matriz energética que se pretende para o País.

Pediram também ao IRSEA e a Direcção Nacional de Energias Renováveis (DNER) que trabalhe numa participação activa do sector privado na implementação de projectos de energias renováveis, pelo que urge a necessidade de regulamentação específica.

Segundo o documento, a DNER, para garantir a sustentabilidade dos projectos construídos a nível das energias renováveis, nomeadamente as soluções solares e sob gestão das autoridades locais, deverá criar mecanismos que visam a manutenção dos mesmos, de modo a garantir a vida útil.

Para o efeito, urge desenvolver acções de formação do pessoal encarregue pela gestão e manutenção dos equipamentos.

Quanto à Empresa Rede Nacional de Transporte de Energia, os participantes recomendaram a prosseguir os objectivos definidos no Plano de Desenvolvimento 2018-2022, assim como o relativo a Angola Energia 2025, tendo em atenção que os estudos a realizar terão que ser flexíveis em função da evolução e realidade do momento em que forem implantados.

À Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE), os participantes pediram que a companhia elucide os cidadãos sobre as iniciativas concretas que a ENDE está a empreender com o objectivo de reduzir custos para garantir a sustentabilidade da empresa e do sector, apresentar as principais alterações do novo tarifário, e o seu impacto na factura do cliente.

Continuar com as campanhas de comunicação, continuidade do estudo conjunto da estrutura tarifária, alargamento da base de clientes por via da continuidade dos investimentos, terciarização de acções conjuntas de redução de custos na cadeia de valores do SEP, constam igualmente das recomendações à ENDE.

A RNT e a ENDE deverão promover também a instalação de contadores para a facturação de pagamentos justos.

Enquanto o Ministério, a RNT e o Gabinete de Aproveitamento do Médio Kwanza (GAMEK) devem continuar a desenvolver a implementação dos projectos de interligação dos sistemas centro, sul, leste e Cabinda, para transferência da capacidade de geração a nível do sistema norte.

As empresas do sector deverão criar condições para auto-sustentação, contando com recursos e meios à sua disposição, criando etapas bem definidas e sustentáveis.

Em relação ao subsector das águas, para o aumento da oferta de água a nível da capital do país (Luanda), os participantes tomaram conhecimento que está em execução o projecto de construção do Sistema Bita, cujo financiamento foi aprovado pelo Banco Mundial, no valor de USD 500 milhões.

Entretanto, a abordagem do fórum em relação ao subsector das águas prendeu-se à gestão do potencial hídrico nacional e das águas transfronteiriças, nomeadamente, a estratégia nacional de ordenamento e operacionalização dos órgãos de administração de bacias hidrográficas, os recursos hídricos transfronteiriços e a posição de Angola como estado de bacia e as propostas técnicas para o asseguramento do abastecimento de água na margem direita do rio Cunene.

Foi igualmente abordado o aperfeiçoamento dos serviços da água, com a importância dos planos de controlo da qualidade da água na gestão dos laboratórios provinciais de monitorização da qualidade da água, implementação dos sistemas de pré-pagamento, alternativa ao incremento da cobrança e as linhas de orientação para o incremento da cobrança e do consumo da água.

A sustentabilidade dos sistemas de abastecimento de água, com a estratégia de operação e manutenção dos sistemas de abastecimento de água, gestão delegada dos sistemas de abastecimento de água e a criação do Fórum Nacional das Águas.

Para o subsector das energias foram abordadas a questões do âmbito da produção com matriz energética de Angola, diversificação e ganhos associados, promoção e desenvolvimento das energias renováveis – sistemas isolados e híbridos e a implementação dos projectos estruturantes de geração no sistema eléctrico.

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