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23ago

Falta de especialistas dificulta ensino especial

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A falta de especialistas para manusear as máquinas braille está a dificultar o processo de ensino especial nas escolas abrangidas pelo Projecto Aprendizagem para Todos (PAT), em todo país.

Esta dificuldade abrange instituições de 21 municípios das províncias do Huambo, Bié, Moxico, nas Zonas de Influências Pedagógicas (ZIP's), contempladas pelo projecto.

Dados do sector indicam a existência, só no municipio do Luau, província do Moxico, 756 alunos com necessidades especiais, dos quais 355 meninas, enquanto no Bié o registo indica 640 alunos com necessidades especiais, entre os quais 314 raparigas.

Embora nesta 3ª fase os professores estejam a adquirir conhecimentos sobre educação especial, no entanto, permite apenas a identificação de alunos com necessidades educativas especiais e não o manuseamento  dos meios disponibilizados.

Apenas no município da Caála, a menos de 15 quilómetros do município sede da província do Huambo, as máquinas estão a ser operadas devido ao apoio de técnicos da escola especial local.

Deste modo, responsáveis do sector da educação, professores e encarregados de educação solicitam técnicos ou especialistas para dar formação aos professores locais,  de forma a que os pais com educandos com alguma necessidade encontrem condições necessárias criadas para matricular as crianças.

O PAT abrange as 18 províncias do país, em 842 escolas primárias, beneficiando 500 mil alunos e 18 120 professores do ensino primário.

De acordo com director municipal da educação do Luau, Victor José Jorge, que falava à Angop, o sector não possui especialistas em educação especial, tendo apontado 375 casos de alunos com necessidades educativas especiais, com destaque para aprendizagem e linguagem.

Informou que o município possui diversas crianças com necessidades especiais que não estão matriculadas.

Por seu turno, o director municipal da educação do Camanongue, Ilinga José, revelou igualmente a necessidade de professores ou formação para esta especialidade não  existir  especialistas.

Disse que apesar de existir salas inclusivas, é necessário que sejam apoiadas por professores com conhecimentos técnicos especiais para dar resposta as necessidades dos pais e encarregados de educação.

Para a representante da Fundação Calouste Gulbenkian, Leonor d Sousa, instituição que tem por missão a elaboração e formação e apoio técnico logístico, que falava à imprensa no âmbito da 3ª formação de professores do ensino primário sobre diferenciação pedagógica e educação especial, as escolas devem possuir um gabinete de apoio ao ensino especial que contempla especialistas ligados a área, para melhor responder às expectativas do projecto e da educação.

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