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26ago

Centro de Hemodiálise do Lubango com cirurgia de fístulas

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Um mês depois do arranque do serviço de hemodiálise, o centro do Hospital Central do Lubango começou hoje, segunda-feira, a efectuar intervenções cirúrgicas de fístulas, para facilitar o processo de purificação do sangue.

 

A informação foi prestada à Angop, no Lubango, esta segunda-feira, pela directora-geral do hospital central, Lina Antunes, que avaliou o seu grau de funcionamento, um mês após ter aberto às portas.

A médica explicou que antes de começar a hemodiálise, é preciso criar um acesso vascular, o local por onde o sangue é retirado e devolvido ao seu organismo durante a diálise, de modo a conseguir obter uma quantidade suficiente do líquido limpo durante o procedimento de purificação.

Segundo a responsável, o acesso permanente mais comum nos doentes renais é a fístula arteriovenosa, formada por baixo da pele através da junção de uma veia com uma artéria que torna a veia mais forte, facilitando  a introdução repetida de agulhas para os tratamentos de diálise.

Lina Antunes informou que esse novo procedimento vai substituir os chamados cateteres, que ainda é feito, mas penalizantes para os pacientes, pois abrem portas para infecções, devido aos constantes entupimentos.

A médica sublinhou que cateteres comuns não podem ficar mais de 10 dias, existindo os de longa duração, que chega a dois anos, mas com riscos de infecção e coágulo de sangue nos pacientes.

Tanto o procedimento de instalação de cateteres, como o de fístula só podem ser feitos por um cirurgião vascular, já enquadrado na unidade hospitalar no último concurso público.

Uma outra melhoria no centro será a aquisição de um mini-autocarro para buscar e retornar os pacientes de diálise, pois alguns, segundo a médica, estão limitados em termos de transporte.

Nesse momento, 48 pacientes fazem diálise, enquanto quatro novos, cujo diagnóstico foi feito recentemente, devem começar a hemodiálise.

“Nesse momento estamos a fazer dois turnos. Abrimos às seis e meia da manhã e fechamos às 18, mas se tudo correr bem em termos de orçamento vamos abrir um terceiro turno e o centro ficará aberto até às 21 horas”, continuou.

Dos 48 pacientes assistidos no centro, todos faziam diálise no Huambo, Luanda, Namíbia e Benguela.

Bernardete Sebastião, de 52 anos, está no centro do Lubango há três semanas e diz que sentir-se bem, pois há 11 anos fazia o procedimento médico no Huambo, distante da família.

Alertou para a necessidade de se melhorar a qualidade do lanche que se dá durante o processo de diálise.

Já Januário Mande, 43 anos de idade, faz diálise há três anos. Disse que começou em Benguela, pelo que em termos de tratamento há diferença, sobretudo na disponibilidade dos suplementos, como é o caso do cálcio, que faltava no hospital municipal de Benguela.

“Com todos os suplementos melhora a qualidade de vida dos pacientes. Estamos a lamentar a questão do lanche, pois um pão apenas para um indivíduo que passa quatro horas na máquina é pouco”, sublinhou.

Do ponto de vista familiar, disse que está a poupar “muito” dinheiro, porque em Benguela os gastos eram elevados, visto que devido a falta da darbo-proteína eram obrigados a comprar e semanalmente custava 15 mil Kwanzas.

O Centro de Hemodiálise do Lubango é o primeiro de carácter público no país e conta com 25 cadeiras, para 75 pacientes, a razão de três sessões por dia.

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