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11set

Angola quer investimentos do Dubai

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O ministro angolano dos Recursos Mineiras e Petróleos, Diamantino Azevedo, apelou nesta terça-feira aos investidores do Dubai a colocar Angola na lista de prioridade de investimento no sector da mineração em África.

“Contamos com os vossos investimento e com a vasta experiência e competências, para transformar os objectivos traçados em realidade tangível”, convidou Diamantino Azevedo na abertura do 2º roadshow sobre promoção de cinco concessões mineiras em licitação.

De acordo com o governante, Angola está a busca da atracção de investidores internacionais que aportem à economia com capital financeiro, tecnologia avançada e o know how, para edificar uma economia baseada num crescimento “forte” e sustentado.

Dirigindo-se para mais de 70  investidores, falou das reformas em curso no País, com destaque para a Lei do Investimento Privado, no quadro da melhoria do ambiente de negócios e a atracção de capital externo.

A aprovação do Código Mineiro, que regula  as actividades  geológicas  e mineiras  e a  regulamentação do regime fiscal para a  indústria mineira, são entre outros passos  dados, que segundo Diamantino Azevedo e reflecte-se na posição privilegiada  de investimento directo  estrangeiro na  sub-região da África Austral.

Ainda  sobre  o  sector dos  recursos  mineiras  sólidos, o governante  descatou  a aprovação de uma  política  de  comercialização de  diamantes,  estudos   sobre a criação de uma  Agência  de Recursos  Mineirais, que  será  a  concessionária  para os  diamantes e  outros  recursos  mineiros.

A institucionalização de uma bolsa de diamantes, para formatar  a  realidade  com as melhores  práticas  realizadas  com  sucesso  no mundo, é outra aposta do sector.

Aos  investidores  presentes  foi  ainda  transmitida informações sobre  a  privatização parcial da  empresa diamantes “ENDIAMA”,  cujo capital  estará  disponível  na  bolsa de  valores.

Com a sua privatização parcial, a Endiama passa a dedicar-se exclusivamente ao seu objecto social, que é a exploração mineira, concorrendo em igualdade  de circunstancias  com os demais operadores.

A conclusão do Plano Nacional de  Geologia (Planegeo), que  efectua  o levantamento  geológico-mineiro  de todo o país,  foi outra  informação  transmitida aos  investidores.

“Contamos com os vossos  investimento e com a vasta experiência e competências, apelando  e  convidando-vos  a colocar  Angola  na  nossa lista  de prioridade ao investir na mineração em África, para transformar os objectivos traçados em realidade  tangível”,  convidou  Dimantino Azevedo.

Depois de Dubai, o próximo evento será em Beijing, no dia 16 de Setembro, seguindo-se Londres, enquanto o último roadshows será em Nova Iorque, no dia 30 de Setembro.

A primeira apresentação técnica das concessões mineiras foi feita a 27 de Agosto último.

A iniciativa resulta da intenção de colocar em concurso cinco concessões mineiras, sendo duas de diamantes nas províncias angolanas da Lunda Norte (Camafuca-Camazambo), e Lunda Sul (Tchitengo), uma de ferro (Kassala Kitungo), na província do Cuanza Norte, e duas de fosfatos, nas províncias de Cabinda (Cácata), e Zaire (Lucunga).

Estudos feitos entre os anos 60 e 70, na região de Kassala Kitungo, Cuanza Norte, indicavam a existência de reservas de ferro estimadas em 600 milhões de toneladas.

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