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16out

OGE 2020 sem défice - projecções

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A secretária de Estado do Orçamento, Aia-Eza da Silva, declarou terça-feira, em Luanda, que o Orçamento Geral do Estado (OGE/2020) está a ser elaborado para que não tenha défice, de modo a evitar o endividamento excessivo.

No encontro com os parceiros sociais, a secretária disse que neste Orçamento se projecta um PIB nominal de 37.063,6  mil milhões de  kwanzas, superior aos 31.786,2 mil milhões projectados em 2019.

Na reunião, orientada  pelo  ministro de  Estado para a Coordenação  Económica, Manuel Nunes Júnior,   avançou-se uma projecção de crescimento de 1,5% para o sector petrolífero, superior ao indicador negativo de (-5,2%)  de  2019.

O crescimento do sector petrolífero será suportado pelo reinício da produção  dos  campos  Rala, Bagre,  e  Albacore,  no Bloco 2/05, produção  do campo  Agogo, fase 1,  no Bloco 15/06,  projecto  Gimboa  Noroeste (GimNW) no Bloco  4/04.

Em relação ao sector não petrolífero, poderá superar os indicadores de 1,9% de 2019,  tendo em conta as reformas e os projectos em cursos em vários sectores da actividade económica.

Trata-se  do  Programa  de  Apoio à  Produção, Diversificação  das Exportações  e Substituição das Importações (PRODESI), o surgimento  de novas micro,   pequenas  e  medias empresas (MPME),  concessão de micro crédito  e crédito  com  juros  bonificados , à luz do Programa  de Apoio ao Crédito  (PAC), o plano  integrado  de intervenção nos municípios (PIIM) e o  de Acção  para  a promoção da  empregabilidade (PAPE).

Os  sectores da agricultura,   pescas e derivados, industria  transformadora,   serviços mercantis  e  outros ligados ao sector  público serão os impulsionadores do crescimento do sector não petrolífero.

No encontro de auscultação dos parceiros sociais do Estado, os participantes  sugeriram  a  aposta na  agricultura  familiar,   além da  produção nacional, com a eliminação  de algumas  barreiras que ainda  impendem  os investimentos.

Na reunião, o ministro de Estado para a  Coordenação  Económica,   Manuel Nunes  Júnior, lembrou que  desde  2018  que o Executivo procura controlar o défice fiscal, pois pela  primeira  vez,  em três  anos,  Angola, em 2018,  teve um  superavit  nas suas contas  fiscais, com um saldo  positivo de 2,2% do PIB.

Sublinhou a necessidade do País entrar na trajectória de crescimento económico, tendo admitido  que nos últimos anos o País  registou uma  recessão económica.

 “Temos de trabalhar muito seriamente,   primeiro  controlar a dívida e depois entrar  para o crescimento da economia", referiu.

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