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08nov

Angola aumenta armazenamento de combustível em 2022

Economia | | Return

Angola prevê aumentar, em mais de 50 por cento, a sua capacidade de reserva de derivados de petróleo, a partir de 2022. Em 2018, dados do Instituto Regulador de Derivados de Petróleos (IRDP) davam conta que metade dos 700 mil metros cúbicos de derivados de petróleo disponíveis para Angola estava armazenada em reservatórios flutuantes, ao invés dos stocks em terra.

Para tal, foi assinado nesta quinta-feira, em Luanda, um memorando de entendimento entre Angola e os Emirados Árabes Unidos (EAU), que prevê a conclusão, nos próximos três anos (2020, 2021 e 2022), da primeira fase da construção do reservatório de combustível na Barra do Dande, província do Bengo.

Com capacidade de armazenamento em terra de 641 mil e 500 metros cúbicos, o reservatório está avaliado em USD 600 milhões.

As obras para a construção desta base logística para o armazenamento de gasolina, gasóleo, get, entre outros derivados do petróleo, iniciaram-se em 2014, tendo paralisado em 2016, devido à crise económica.

O memorando foi rubricado pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Sebastião Pai Querido, e pelo sheikh dos EAU, Ahmed Dalmook Al Maktoum.

Ao falar à imprensa, à margem do acto, o director do Terminal Oceânico da Barra do Dande, Mauro Graça, afirmou que os trabalhos estão executados em 20 por cento.

Anunciou que as obras retomam no primeiro semestre de 2020 e que se prevê a construção de 29 tanques de armazenamento, na primeira fase.

No projecto  do Terminal Oceânico da Barra do Dande, a Sonangol tem a participação de 50 por cento, igual valor da parceira.

Mauro Graça explicou que, nesta altura, vai fazer-se uma análise com maior detalhe do projecto e definir os procedimentos para o tornar sustentável, quer para o Estado, quer para os accionistas.

Em relação aos benefícios ao país, esclareceu que a parceria vai melhorar a sustentabilidade energética nacional, eliminar o armazenamento de combustível no alto-mar, passando a ser em terra, e um manuseamento e  logística de combustível mais seguro e com menos riscos.

"Com os projectos de refinação de combustível em curso no país, o Terminal Oceânico da Barra do Dande vai ajudar na exportação de combustível na região, assim como noutras partes do mundo", referiu o responsável.

Enquanto a segunda fase do projecto, ainda sem data de arranque, prevê-se uma instalação adicional de armazenamento de um milhão e 700 metros cúbicos.

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