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15nov

Autoridades angolanas assinam acordos com a ENI

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O Governo angolano assinou quarta-feira, em Roma (Itália), cinco acordos com a empresa petrolífera italiana ENI, com destaque para as energias renováveis, saúde e pesquisa de hidrocarbonetos.

Um memorando de entendimento foi, igualmente, assinado entre o presidente-executivo da ENI, Claudio Descalzi, e representantes do Executivo angolano, à margem da visita do Presidente João Lourenço ao Vaticano, Estado encravado no centro de Roma.

No fim do acto, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo, confirmou que foram assinados cinco documentos, sendo dois ligados à actividade petrolífera, mais concretamente à exploração no bloco offshore 1/14, onde opera com 35 por cento, e no bloco Cabinda Centro, ambos na província de Cabinda.

O governante destacou que nesses blocos “há uma componente forte de transferência de tecnologia para a Sonangol".

As partes assinaram ainda outros acordos fora da actividade de petróleos e gás, sendo um referente a um apoio ao Ministério da Saúde, para a formação de especialistas de saúde e apetrechamento de centros de saúde, e o outro uma parceria entre a Sonangol e a ENI, na área das energias renováveis.

“Assinou-se um contrato de concessão (...) para a construção de uma planta fotovoltaica em Caraculo, na província do Namibe, e assim podermos também dar o nosso contributo à matriz energética nacional”, disse o ministro.

Foi, igualmente, assinado um acordo entre o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos e a ENI, para um projecto de desenvolvimento, que irá iniciar-se na província de Cabinda e proporcionará cerca de seis mil e 500 empregos, através do fomento de pequenos empreendedores em diversas áreas, como a pesca, agricultura e formação técnico-profissional.

Já a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, salientou que a ENI vai fazer uma doação de cinco milhões de dólares, para, em três anos, formar profissionais do Hospital Pediátrico David Bernardino, do Hospital Josina Machel, do Hospital Divina Providência, bem como profissionais de Cabinda.

 ENI prioriza projectos em Cabinda

Em comunicado, a ENI refere que a área prioritária de intervenção será a província de Cabinda, onde se prevê um impacto positivo em benefício de pelo menos 180 mil pessoas, com a criação de cerca de seis mil e 500 empregos e a geração de uma capacidade de redução de emissões de "CO2" de cerca de 380 quilotoneladas por ano.

No Namibe, realça a nota, a ENI vai construir uma central fotovoltaica de 50 MWp, que será ligada à rede de transmissão do Sul do país, bem como vai construir uma ‘joint-venture’, a Solenova, entre aquela petrolífera e a Sonangol, dedicada ao desenvolvimento de projectos de energias renováveis.

“A implementação da primeira fase do projecto, de 25 megawatts, permitirá uma redução de consumo de combustível estimada em cerca de 13.500 metros cúbicos por ano, reduzindo os custos de produção de electricidade e as emissões de gases de efeito estufa", lê-se no documento.

No que se refere à cooperação no sector da Saúde, a ENI ressalta que serão desenvolvidas competências especializadas nas áreas de cirurgia cardíaca, nefrologia, nefrologia infantil e neurologia pediátrica, hematologia pediátrica/oncologia, doenças infecciosas, nutrição, saúde da mulher e cuidados infantis e epidemiologia.

Perspectiva-se, também, uma estreita colaboração entre as instituições sanitárias angolanas e italianas, através da formação no trabalho e telemedicina.

“Os beneficiários directos do projecto serão pelo menos 200 médicos, paramédicos e técnicos das diferentes instituições envolvidas, com impacto positivo no país, por meio da melhoria da qualidade dos serviços de saúde”, sublinha a nota.

A ENI está presente em Angola desde 1980 e detém uma produção diária actual de 145 mil barris de petróleo.

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