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03jul

PR: nacionalização da Efacec resulta da cooperação judicial com Portugal

Política | | Return

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, esta sexta-feira, que a nacionalização da participação da empresária Isabel dos Santos na Efacec, pelo Governo português, é um trabalho que vem sendo feito entre a justiça angolana e portuguesa.

"Digamos que, de alguma forma sim. É um trabalho que vem sendo feito entre a justiça angolana e a justiça portuguesa", observou o Presidente João Lourenço.

O Chefe de Estado angolano falava à imprensa, após a inauguração da nova sede do Instituto Geológico de Angola (IGEO), que tem a missão de fornecer informação geológica credível ao Estado, aos investidores e à academia.

O Governo luso nacionalizou 71,73 por cento do capital social da Efacec, actualmente detido pela empresária angolana Isabel dos Santos, através da Winterfell, que adquiriu, em 2015, num negócio que está sob investigação das autoridades angolanas.

A decisão da nacionalização da Efacec, empresa portuguesa que opera nos sectores da energia, engenharia e mobilidade, segue-se a um "impasse accionista", gerado pelo "Caso Luanda Leaks", na sequência do qual foi decretado o arresto desta participação social da empresária.

Instado a pronunciar-se se o Estado angolano pensa sair em defesa dos interesses de Isabel dos Santos no estrangeiro, o Presidente João Lourenço disse apenas que "os Estados defendem sempre a justiça, independentemente dos rostos que estejam em causa".

Nova sede do IGEO 

Em relação à nova sede do Instituto Geológico de Angola (IGEO), orçada em mais de 40 milhões de dólares norte-americanos, o Titular do Poder Executivo disse que Angola está de parabéns pelo feito.

"Para um país com recursos geológicos mineiros como Angola, é de extrema importância a existência deste instituto geológico, com tecnologia de ponta. Gostei do facto de a maioria dos quadros serem não só jovens, como também nacionais", exprimiu.

Destacou, também, o facto de o IGEO servir, para além das ciências geológicas mineiras, os sectores dos petróleos, da agricultura e construção civil, entre outros.

"Temos puxado pelo Ministro dos Recursos Minerais e Petróleos no sentido de procurar explorar todos os recursos de que Angola dispõe. O país tem muito mais do que petróleo, gás e diamantes", disse o Presidente da República.

Informou, ainda, que o Plano Nacional de Geologia e Minas (Planageo) é para ser continuado. "Faz todo sentido termos que ligar o Planageo à existência deste instituto geológico", referiu.

O Chefe de Estado considerou que os investidores precisam duma informação geológica adequada, que será colhida nesta infraestrutura, dotada de teclonogia de ponta.

"Portanto, este instituto tem capacidade para servir todo tipo de cliente, quer o Estado quer os investidores privados", finalizou.

Após o corte da fita e descerrada a placa, o Titular do Poder Executivo, acompanhado de responsáveis de departamentos ministeriais, percorreu as diversas áreas da infraestrutura, apetrechada com equipamentos de última geração.

Estrutura e funcionamento

Localizado na Centralidade do Kilamba, em Luanda, o empreendimento foi construído numa área de 44.650 metros quadrados e comporta um edifício sede, laboratórios de prospeção física e de análises químicas, bem como área social. 

Os laboratórios estão apetrechados com equipamentos modernos para a preparação física de amostras geológicas, análises químicas e físicas de rochas, minerais e água.

Em relação à informação geológica, o IGEO agrega uma base de dados com um grande acervo do conhecimento geológico do território angolano produzido anteriormente e no quadro do Plano Nacional de Geologia.

Tulelado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, o IGEO tem por missão a execução e coordenação da cartografia geológica e do estudo dos recursos minerais, tendo em conta o carácter e a política mineira estabelecida pelo Governo.

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Pela presente, o Sector Consular da Embaixada de Angola na República Federal da Alemanha, informa que, doravante, no acto de tratamento de questões de natureza consular, procederemos ao uso do termómetro de medição da temperatura. Importa referir, que a medida em referência, não retira o uso obrigatório da máscara,  desinfectantes (Álcool-Gel), bem como o distanciamento de pelo menos de um (1) metro e meio no contacto com as pessoas .

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