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05jun

Sonangol e United Shine assinam acordo para refinaria de Cabinda

Economia | | Return

Um acordo de sócios para a construção de uma refinaria de petróleo bruto de alta conversão na província de Cabinda foi assinado nesta terça-feira, em Luanda, pela Sonangol e a United Shine.

A escolha da United Shine resultou de um concurso lançado pela Sonangol em 2017, para a construção de uma refinaria que deverá ter uma capacidade de processamento de 60 mil barris de petróleo/dia, para a produção de derivados como gasóleo, gasolina, full oil e Jet A1.

A construção faz parte das prioridades da Sonangol e integra o Plano Nacional de Desenvolvimento, no âmbito da estratégia do Governo de redução de custos, através da importação dos derivados.

O acordo foi rubricado à margem da Conferência "Angola Petróleo e Gás 2019", aberta hoje, em Luanda, pelo Presidente da República, João Lourenço.

O fórum, que decorre de 4 a 6 deste mês, acontece numa altura em que estão em curso reformas profundas no sector do petróleo e gás, iniciadas em 2017, daí o apoio do Executivo a esta iniciativa da África Oil & Power.

A conferência, que junta os principais "players" da indústria petrolífera mundial e empresas de consultoria, mercado petrolífero nacional e internacional, abordará os desafios da exploração em offshore e onshore.

Além dos responsáveis do sector, participam na conferência mais de 800 delegados, entre membros de governos de países produtores, representantes de instituições internacionais e das principais petrolíferas e as distribuidoras mundiais Total, Chevron, ExxonMobil, BP, ENI e Equinor.

A organização perspectiva que o evento seja “a maior convenção de investimentos na indústria de petróleo e gás do continente africano do ano 2019”.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsahariana, com uma produção média de 1,49 milhões de barris/dia, atrás da Nigéria, com 1,7 milhões de barris.

Nos últimos anos, Angola tem registado um declínio natural na sua produção, devido à maturação dos campos e ao desinvestimento na pesquisa, prospecção e exploração.

O petróleo e gás ainda continuam a ser os maiores produtos de exportação e contribuintes para as receitas fiscais do Estado e um dos financiadores da economia, daí o Executivo ter colocado como prioridade da agenda a reestruturação do sector, com a aprovação de uma nova legislação, a reestruturação da Sonangol e a criação da Agência Nacional de Petróleo e Gás.

Com as reformas iniciadas pelo Presidente João Lourenço, o sector abriu-se mais ao investimento estrangeiro e novas oportunidades de negócios estão a ser criadas.

Para relançar a produção petrolífera no país, quarenta e nove concessões petrolíferas vão ser atribuídas entre 2019/2025 para a exploração, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos.

Essa aposta do Executivo consta da Estratégia Geral da Atribuição de Concessões Petrolíferas, aprovada a 18 de Fevereiro deste ano, pelo Presidente da República, João Lourenço, através do Decreto Presidencial 52/19.

A Estratégia Geral apresenta um mapa de distribuição que prevê atribuir nove concessões este ano, igual número em 2020, oito em 2021, 12 em 2023 e 11 concessões em 2025.

Esta Estratégia Geral de Atribuição de Concessões Petrolíferas responde ao declínio natural na produção do petróleo em Angola (1,49 milhões de barris/dia), devido à falta de investimento nos segmentos da prospecção, pesquisa e exploração.

A estratégia, segundo o Decreto, visa “assegurar a substituição de reservas, promovendo a actividade de exploração de forma racional e adequada, desencadear medidas adequadas à confirmação do potencial petrolífero do país e fornecer petróleo bruto suficiente, para satisfazer a capacidade interna de refinação, mediante a ponderação económica da exportação versus importação”.

De acordo com a mesma (estratégia), a adjudicação de concessões petrolíferas será feita mediante Concurso Público, Concurso Público Limitado e Negociação Directa.

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Pela presente, o Sector Consular da Embaixada de Angola na República Federal da Alemanha, informa que, doravante, no acto de tratamento de questões de natureza consular, procederemos ao uso do termómetro de medição da temperatura. Importa referir, que a medida em referência, não retira o uso obrigatório da máscara,  desinfectantes (Álcool-Gel), bem como o distanciamento de pelo menos de um (1) metro e meio no contacto com as pessoas .

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Berlim, aos 22 de Junho de 2020.-  

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