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02jun

País cria condições para travar epidemias - PR

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O Governo angolano está a criar condições de instalação de unidades sanitárias de referência, para fazer face a qualquer epidemia que possa surgir, anunciou hoje, em Luanda, o Presidente da República, João Lourenço.

O Titular do Poder Executivo falava à imprensa, após ter constatado as condições de funcionamento do hospital de campanha de Viana, vocacionado para o tratamento da covid-19 e com capacidade para mil camas.

"Estamos a preparar-nos. Isto é um processo, (…) procuramos fazer com que esta preparação não se arraste por muito tempo", observou o Chefe de Estado.

Indicou que os investimentos do Governo têm em vista enfrentar, não apenas a ameaça da covid-19, mas também “criarmos a capacidade para não voltarmos, nunca mais, a ser surpreendidos, caso surjam outras epidemias, pandemias e endemias".

O Chefe de Estado lembrou os casos de cólera, febre amarela, ébola e de Marburg que, de tempos em tempos, atingem o continente africano.

Informou que, a par da unidade de Viana, o país adquiriu dois hospitais de campanha, que serão montados nas província de Cabinda e da Lunda Norte (no Dundo), com perspectiva de adquirir outras unidades, sobretudo, para estancar a possibilidade de penetração da doença pelas fronteiras nacionais.

Segundo o Presidente da República, a fronteira Norte inspira mais cuidados "mas, de uma maneira geral, em termos de saúde pública devemos preocupar-nos com tudo”.


Anunciou, ainda, que dentro de três meses entra em funcionamento a unidade hospitalar do Calumbo, em Viana, e, em breve, será também posta ao serviço da população uma estrutura de campanha no Hospital Psiquiátrico de Luanda.

Com a construção destas e outras infra-estruturas sanitárias, disse o Chefe de Estado, o país estará em condições de fazer face à qualquer epidemia "que, infelizmente, a qualquer momento pode surgir".

Em relação ao número de casos da covid-19 no país, considerou que, apesar de tudo, Angola está bem, porque a subida do número de casos infectados e de baixas tem sido lenta.

"Estamos a trabalhar todos juntos, no sentido de manter este ritmo, para que o crescimento não seja grande", elucidou.

Para o Presidente João Lourenço, se o país poder reverter esta tendência melhor, ou seja, passar imediatamente para a fase em que não há novos casos, quer de infecção, quer de perda de vidas humanas.

O Hospital de Campanha

 
A infra-estrutura, orçada em mais de mil milhões de Kwanzas, conta com serviços de cuidados intensivos, intermédio e atendimento geral. Está pronta para atender pacientes com covid-19.

"A partir de hoje está aberta, só não podemos deixar que haja doentes, mas se houver, a unidade está pronta. Os médicos e paramédicos já estão no terreno", vincou o Presidente da República.

Erguido numa área de oito mil metros quadrados, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo, o hospital conta com nove naves, cinco das quais já concluídas e com 600 camas instaladas.

As restantes naves estarão concluídas dentro de três semanas, com mais 400 camas.

No hospital foram já instalados 31 ventiladores (para os Cuidados Intensivos), um laboratório de análises clínicas, monitores, bombas de perfusão e infusão, máquinas de hemodiálise, Raio X, Bloco Operatório, área de esterilização, entre outros.

Segundo o chefe da direcção de Saúde do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), tenente general Alberto de Almeida, estão preparadas cinco equipas com 64 integrantes cada, para trabalhar de forma rotativa nesta unidade.

"Portanto, temos aqui as condições básicas para poder garantir uma assistência médica aos doentes infectados", disse.

Acompanhado pela primeira-dama, Ana Dias Lourenço, o Presidente da República recebeu explicações sobre o funcionamento da infra-estrutura, equipada com material de biossegurança e outros meios indispensáveis para o tratamento da covid-19.

Desde o surgimento da pandemia no mundo, Angola regista 86 casos positivos, dos quais quatro resultaram em óbito, 18 recuperados e 64 doentes activos.

Segundo as autoridades sanitárias, 90 por cento dos pacientes são assintomáticos.

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Augurando por dias melhores, cordialmente nos despedimos.

Berlim, aos 22 de Junho de 2020.-  

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